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Glaucoma: porque não temer a cirurgia!

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O glaucoma é uma doença silenciosa que afeta o nervo óptico e é uma das maiores causas de cegueira no mundo. Essa patologia é caracterizada pela perda de fibras nervosas na região ocular causada, na grande maioria das vezes, pelo aumento na pressão intraocular.  O prejuízo, por sua vez, compromete o fluxo de informações visuais para o cérebro, impactando no campo de visão e na qualidade visual do paciente.

Por que o Glaucoma é a maior causa de cegueira no mundo?


O glaucoma é uma doença ocular silenciosa que não tem cura, apenas controle. Porém, tende a manifestar sintomas somente em estágios avançados, fazendo com que o diagnóstico seja feito tardiamente.

Tendo em vista que 34% dos brasileiros nunca foram ao oftalmologista, e que esse número cresce expressivamente ao passar dos anos, é possível relacionar o aumento de casos de cegueira por glaucoma devido a falta de avaliações oftalmológicas preventivas entre a população.

Quais são os tipos de Glaucoma?

Ângulo fechado (agudo)

No glaucoma de ângulo fechado (agudo) a saída do humor aquoso é subitamente bloqueada, provocando aumento rápido da pressão intraocular, acompanhada de dor e visualização de halos luminosos. Esses casos são considerados emergências médicas, e devem ser tratados o quanto antes.

Ângulo aberto (crônico)

Já no glaucoma de ângulo aberto (crônico), há aumento prolongado na pressão ocular. Com o passar do tempo a pressão elevada causa um dano permanente no nervo óptico, causando perda do campo visual. Esse é o tipo mais comum de glaucoma e tende a ser hereditário.

Existe também o glaucoma de pressão normal, no qual o paciente apresenta perda de fibras nervosas e constrição do campo visual progressivamente, porém apresenta níveis de pressão intraocular normais.

Glaucoma Congênito

É aquele em que a criança já nasce com a doença. É causado pelo desenvolvimento incompleto das vias de drenagem do humor aquoso.

Glaucoma Secundário

Caracterizado pelo uso de medicamentos, como corticosteróides ou traumas. Alguns exemplos comuns desse tipo de glaucoma é o uso sem acompanhamento ou prescrição médica de colírios que contenham corticoide em sua composição. Usuários de sprays nasais que contenham essa substância também podem apresentar aumento da pressão intraocular.

Qual é o tratamento do Glaucoma?

O glaucoma pode ser tratado através de colírios, laser ou cirurgias. No entanto, nos casos em que o procedimento a laser ou cirurgia são indicados, é comum que os pacientes tenham receio de realizar tais procedimentos por não conhecerem os seus benefícios.

Em alguns casos, a cirurgia de glaucoma pode ser o único tratamento disponível para evitar a perda completa da visão.

Sintomas:

O glaucoma pode não causar sintomas nas fases iniciais e é muito comum que o paciente não perceba essa perda de campo visual até fases avançadas, quando apresenta a visão tubular (apenas a parte central da imagem é mantida – foto). Se o paciente não for tratado, a visão central também é comprometida, até que o paciente perca totalmente a visão.

Por que não temer a cirurgia?

A cirurgia tem o objetivo de auxiliar o controle da pressão intraocular quando os colírios já não estão sendo suficiente! Por mais que o receio da cirurgia ocular exista, é preciso olhar para os benefícios que ela pode trazer. Confira abaixo os principais:

1 – Redução da pressão intraocular diminuindo as chances de cegueira irreversível;
2 – Riscos são baixos em comparação aos benefícios;
3 – Aumento da expectativa de vida;
4 – Melhor custo benefício;
5 – Diminuição dos riscos de queda;
6 – Maior independência

A perda visual causada pelo glaucoma é irreversível, mas pode ser prevenida se diagnosticada e tratada precocemente. Como o desenvolvimento da doença muitas vezes é assintomático, é de extrema importância manter uma rotina de consultas a um oftalmologista, principalmente por pessoas em idade avançada ou que tenham histórico familiar da doença.

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Prof. Dr. Gustavo Novais

Córnea & Refrativa

Director of communications PanCornea Society (2015-2016).

Diretor de cursos da Sociedade Brasileira de Oftalmologia (2015-2016).

Doutor em Oftalmologia pela Universidade Federal de São Paulo/ Escola Paulista de Medicina (Unifesp/EPM).

Chefe do setor de córnea da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNI-RIO).

Formado em Medicina pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNI-RIO).

Residência médica em Oftalmologia no Hospital Municipal da Piedade/RJ.

Fellowship em córnea e doenças externas – McGill University, Montreal/Canadá.

Fellowship em córnea e doenças externas – Hospital Oftalmológico de Sorocaba/SP.

Observership em córnea e doenças externas – Massachusetts Eye and Ear Infirmary- Harvard- Boston/EUA.

Observership em córnea e doenças externas – Bascom Palmer Eye Institute – Miami/EUA.

Prof. Dr. Eduardo Novais

Retina Cirúrgica/Clínica & Mácula

• Pós-doutorado pelo New England Eye Center at Tufts School of Medicine, Boston/Estados Unidos.

• Doutorado em Oftalmologia (Universidade Federal de São Paulo / Escola Paulista de Medicina – UNIFESP/EPM).

• Especialista em retina cirúrgica e clínica (UNIFESP/EPM).

• Oftalmologista formado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e pelo International Council of Ophthalmology (ICO).

• Fellowship no The Henry C. Witelson Ocular Pathology Laboratory – McGill University, Montreal/Canadá.

• Membro da equipe de pesquisa clínica em Oftalmologia da Unifesp/EPM, liderada pelo Prof. Dr. Rubens Belfort Jr. e Profa. Dra. Cristina Muccioli.

• Membro da Academia Brasileira de Oftalmologia (ABO).
Membro do programa “Jovens lideranças médicas” da Academia Nacional de Medicina.

• Membro Titular da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo.