Marcar consulta
Citta

Publicação: 19.08.2022 .::. Atualização: 29.01.2026 3 min. de leitura

Estudos avançam e a cura da cegueira está cada vez mais próxima

Óculos com dispositivo de carregamento.

Ao longo da última década, os progressos científicos levantaram debates nos quais se discute algo impensável há 10 ou 20 anos: derrotar a cegueira e, o melhor, em pouco tempo.

Dentre os esforços desenvolvidos, as células estaminais pluripotentes e os implantes biomédicos (ou “biónicos”) proporcionaram, de forma semelhante, pelo menos alguma visão às pessoas que antes estavam cegas. As células pluripotentes, também chamadas células-tronco, são células em fases precoces de desenvolvimento, ou seja, antes de se diferenciarem em peças formativas dos olhos, dos cérebros ou de outros órgãos. A utilização de células-tronco revela-se cada vez mais promissora para a substituição ou recuperação das células retinianas defeituosas subjacentes a muitas causas da cegueira.

A primeira geração de retinas biónicas (microchips que proporcionam estímulos elétricos para ativação das células retinianas, induzindo a percepção visual) obteve sucesso em pacientes portadores de Retinose Pigmentar, uma doença degenerativa da retina, que durante muitos anos não viram nada. No entanto a resolução desses implantes ainda é muito baixa, fazendo com que esses pacientes consigam apenas identificar formas grosseiras como, por exemplo, localizar uma janela, seguir uma calçada ou evitar esbarrar nas pessoas ou objetos durante sua locomoção.

Na Califórnia, uma equipe de especialistas está a frente destas pesquisas. Um dos responsáveis é Dr. Mark Humayun, e o seu primeiro grande projeto consistiu em co-inventar o Argus® II que se tornou o primeiro implante retiniano comercializado. O Argus® II funciona da seguinte forma: uma mini câmera acoplada aos óculos do paciente capta a imagem e transmite até uma unidade processadora, geralmente presa ao cinto do paciente. A imagem é então transformada em estímulos elétricos que são transmitidos de forma sem fios para uma rede de 60 eléctrodos adaptado dentro do olho do paciente.

A colocação deste implante em retinas humanas contribuiu para inspirar a criação do dispositivo de células-tronco que o Dr. Humayun está desenvolvendo em conjunto com outros profissionais. Ele e o seu colega, o biólogo Dennis Clegg, apelidaram esse implante simplesmente de “adesivo”.

Humayun e Clegg planejam utilizar este adesivo de células pluripotentes para o tratamento da degeneração macular relacionada à idade (DMRI). A cegueira provocada pela DMRI acomete a visão central, responsável por funções importantes como a visão de detalhes e leitura. Esses pacientes geralmente queixam-se de mancha na visão central (escotomas) que pode estar associado à distorção da visão (metamorfopsia). A DMRI é a causa mais comum de perda de visão não tratável, responsável por 5% do total de casos de cegueira no mundo.

A forma mais comum de DMRI deve-se a atrofia progressiva lenta de uma camada de células da retina, o epitélio pigmentar da retina (EPR). O EPR proporciona um apoio essencial à camada celular de fotorreceptores, situada imediatamente à sua frente. Humayun e Clegg esperam que as células pluripotentes presentes em seu adesivo substituam as células de EPR degeneradas. Em estudos com animais conduzidos por eles mostrou que isso é possível.

O estudo clínico em pacientes teve início recentemente e terminará em 2018. Se produzir resultados, poderá ser útil no tratamento da DMRI e de outras formas de cegueira. É possível que Humayun e Clegg também aprendam algo sobre a maneira de utilizar esse modelo em estruturas biológicas de outros órgãos. A humanidade está torcendo por eles.

Fonte: Revista National Geographic – Ed. Setembro 2016

Publicado por Editorial

Conteúdos em foco

Citta

18.08.2022 .::. 2 min de leitura

Por que a nossa pupila dilata quando estamos apaixonados?

Já se perguntou por que a nossa pupila dilata quando estamos apaixonados? 

Dentre as diversas curiosidades do olho humano, está a associação entre o amor e a pupila dilatada. Isso porque, quando estamos apaixonados, nossos olhos não mentem! Eles também são capazes de expressar nossas emoções e sentimentos!

Acompanhe o artigo e saiba mais sobre o tema! 

Nossas pupilas dilatam em mais de 40% quando estamos apaixonados

Ao nos depararmos com a pessoa pela qual estamos apaixonados, há uma maior produção do hormônio dopamina no nosso organismo. Uma das funções desse hormônio é regular o comportamento emocional do indivíduo. Além disso, o organismo também produz a noradrenalina, neurotransmissor liberado pelo sistema nervoso simpático. 

Como consequência da produção desses hormônios, nosso sistema nervoso promove dilatação da nossa pupila – sendo essa uma reação involuntária, a fim de reter maior atenção na pessoa que conquistou o nosso coração. 

Ademais, outros sinais, como taquicardia e suor podem ser respostas fisiológicas também presentes, devido a um estímulo de excitação emocional. 

Quais outras causas podem deixar a pupila dilatada?

Além da paixão, existem diversos motivos que fazem a pupila dilatar. Alguns dos principais são:

  • Medo por algum motivo;
  • Consumo de alguns medicamentos;
  • Alcoolismo e uso de drogas;
  • Alterações na luz (ambientes escuros);
  • Lesões e doenças oculares;
  • Entre outros.

Teste de fundo de olho

O uso de colírios oftalmológicos para dilatar a pupila é comum em alguns exames, como por exemplo, a fundoscopia (também chamada de Teste de Fundo de Olho) e o Mapeamento de Retina. Nesses exames, a dilatação é realizada para que se tenha uma visualização melhor da retina, permitindo a avaliação de estruturas mais periféricas. Sendo assim, é um método fundamental e eficaz para detecção de  diversas doenças oculares.

Está apresentando algum sintoma nos olhos? Já fez um exame de fundoscopia? A Oftalmo Città, clínica especializada em oftalmologia no Rio de Janeiro, possui um corpo clínico altamente preparado para atendê-lo.

Mulher com problemas de visão trabalhando no computador.
Citta

18.08.2022 .::. 3 min de leitura

Cuidado: o estresse em excesso pode afetar sua visão ocular

O estresse no dia a dia pode gerar consequências à sua saúde ocular! Pacientes que são submetidos a situações de níveis de estresse elevados, podem ter sua visão afetada de várias formas, ao ponto de manifestar sintomas como coceira, dores de cabeça e visão turva. Embora não seja classificada como doença, é preciso tomar cuidado com o impacto do estresse em sua saúde. Sendo assim, continue a leitura para saber como impedir que essa tensão prejudique a saúde dos seus olhos.

A visão e o estresse

Assim como outras partes do corpo, os nossos olhos contam com uma musculatura especifica para funcionar bem! No caso da visão, a acomodação visual, responsável pelo foco da imagem, possui bom desempenho quando a musculatura ocular, que molda o cristalino (lente natural do nosso olho) para obter o foco, está em perfeito funcionamento.

O estresse, por sua vez, é capaz de provocar espasmos em qualquer musculatura do corpo. Quando submetido a tensão do cotidiano, a musculatura presente no olho pode falhar e desencadear sintomas como dores de cabeça, visão embaçada, ardência ocular e miopia induzida (mudança do grau).

Como identificar os sinais de estresse através dos olhos?

Em momentos de pressões, preocupações e responsabilidades do dia a dia, você já pode ter sentido sua pálpebra tremer, seus olhos coçarem ou sentir um leve desconforto na visão. Todos esses sintomas podem ser consequências do estresse refletindo nos seus olhos. Quando isso acontecer, é um sinal do seu corpo, alertando que algo não está certo.

Um outro problema que pode estar relacionado a pessoas estressadas, ansiosas e perfeccionistas é a coriorretinopatia serosa central. Nessa doença, existe um extravasamento de líquido abaixo da retina. Os sintomas incluem:

– Visão distorcida na região central
– Hipermetropia induzida (mudança do grau)
– Metamorfopsia (tortuosidade das letras) ou micropsia (diminuição no tamanho da imagem)

O que fazer para diminuir os sintomas?

Em primeiro lugar, busque ajuda médica! Se as situações estressantes ocorrem com frequência em sua vida, procure tratamento para que isso não afete a sua qualidade de vida.

Para evitar que os olhos manifestem os sintomas citados no artigo, separamos algumas dicas que vão ajudar a diminuir esse impacto. Confira abaixo:

– Faça pausas e olhe um ponto fixo por 30 segundos
– Pisque bastante
– No ambiente de trabalho, certifique-se de que o espaço está bem iluminado
– Consulte um oftalmologista regularmente

Somente o médico especialista saberá indicar o melhor tratamento para sua visão! Não deixe de visita-lo pelo menos uma vez ao ano

Exame oftalmológico: por que é preciso dilatar a pupila?
Citta

18.08.2022 .::. 2 min de leitura

Exame oftalmológico: por que é preciso dilatar a pupila?

Quem nunca foi ao médico realizar um exame oftalmológico e saiu da clínica com a pupila dilatada e a sensação de sensibilidade à luz? 

Trata-se de uma consequência da dilatação, procedimento necessário para confirmar o grau do paciente e também para realizar o exame de fundo de olho, também conhecido como fundoscopia, que permite uma avaliação completa da estrutura intraocular, com maior visibilidade da retina e do nervo óptico.

Continue lendo e saiba mais sobre o porquê de dilatar a pupila para o exame oftalmológico: 

Como ocorre a dilatação no exame oftalmológico? 

A dilatação no exame oftalmológico ocorre através do uso de colírios. O objetivo é relaxar a musculatura da pupila, popularmente conhecida como “menina dos olhos”. 

O tempo de dilatação pode variar de acordo com o colírio utilizado e também de paciente para paciente, podendo durar de minutos até algumas horas.

Para que serve a dilatação da pupila? 

Apesar do desconforto e da sensação de vista embaçada causados pela dilatação da pupila neste exame oftalmológico, essa avaliação é muito importante para o diagnóstico de doenças oculares, como por exemplo o descolamento da retina, Retinopatia diabética, Glaucoma, Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), entre outras.

Além disso, pode ser utilizado para conferir grau correto em crianças e adolescentes, sendo necessário até mesmo para avaliação de rotina.

Onde realizar o exame? 

Centro Oftalmológico Cittá (COC), é uma rede de grande credibilidade e referência para a saúde ocular no Rio de Janeiro (RJ). Além de uma estrutura completa, o centro compreende profissionais capacitados para realizar um atendimento completo e os exames oftalmológicos necessários para acompanhamento. 

Confie a saúde dos seus olhos a uma equipe qualificada, agende já a sua avaliação na COC.