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Publicação: 29.06.2024 .::. Atualização: 29.01.2026 4 min. de leitura

Retinopatia da prematuridade: Quais os sinais e sintomas da doença?

Bebê deitado em uma cama, com olhos escuros

A retinopatia da prematuridade (RDP) é uma doença grave que afeta os vasos sanguíneos da retina, a parte posterior do olho responsável pela visão. Por isso, é uma das principais causas de cegueira infantil no mundo, por isso o diagnóstico e tratamento precoces são essenciais para preservar a visão da criança.

Quais bebês correm mais risco de desenvolver a RDP?

  • Bebês nascidos antes de 32 semanas de gestação ou com peso inferior a 1.500 gramas: A prematuridade é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento da retinopatia da prematuridade. Dessa forma, bebês nascidos antes do tempo ou com baixo peso ao nascer são mais propensos a apresentar a doença.
  • Bebês que necessitam de oxigênio suplementar após o nascimento: O uso de oxigênio suplementar pode aumentar o risco de desenvolvimento da RDP. Isso ocorre porque o oxigênio puro pode provocar intensa vasoconstrição  dos vasos sanguíneos da retina.
  • Bebês com infecções graves: Infecções graves, como sepse, podem aumentar o risco de desenvolvimento da RDP. As infecções podem liberar toxinas que danificam os vasos sanguíneos da retina.
  • Bebês com problemas cardíacos ou pulmonares: Além disso, problemas cardíacos e pulmonares podem reduzir o fluxo sanguíneo para a retina, o que pode aumentar o risco de desenvolvimento da RDP.

Sinais e sintomas da RDP:

  • Pupilas brancas: A pupila, a parte escura central do olho, pode aparecer com aparência branca (“Leucocoria”) em bebês com RDP. 
  • Movimentos oculares irregulares: Bebês com RDP podem ter movimentos oculares irregulares,como nistagmo.
  • Sensibilidade à luz: Bebês com RDP podem apresentar sensibilidade à luz forte e chorar / fechar os olhos quando expostos à luz. 

Como diagnosticar a retinopatia da prematuridade?

O diagnóstico da RDP é feito por um oftalmologista retinólogo com conhecimento no tratamento de crianças com esta condição. O oftalmologista realizará um exame oftalmológico completo, incluindo um exame de mapeamento de retina, para avaliar a retina do bebê.

Realiza-se o exame de fundo de olho utilizando um aparelho chamado oftalmoscópio indireto. Esse aparelho permite que o oftalmologista visualize a retina do bebê com clareza e precisão.

Tratamento da retinopatia da prematuridade:

O tratamento da RDP depende da gravidade da doença. Em casos leves, a doença pode se resolver espontaneamente. Em casos mais graves, o tratamento pode incluir:

  • Fotocoagulação a laser: usa-se um lazer na área sem suprimento sanguíneo(“área isquêmica”) a fim de diminuir as chances de neovascularização de retina e complicações. Esse procedimento geralmente precisa de anestesia e costuma ser feito em centro cirúrgico.
  • Crioterapia: Ocorre o congelamento transescleral da área sem suprimento sanguíneo(“área isquêmica”) a fim de diminuir as chances de neovascularização de retina e complicações. Esse procedimento é realizado em um ambiente cirúrgico e geralmente requer anestesia geral.
  • Cirurgia vitreorretiniana: Em casos muito graves, em que já existe descolamento de retina associado, pode ser necessária cirurgia para remover o vítreo, o gel que preenche a parte interna do olho. Realiza-se esse procedimento em um ambiente cirúrgico e requer anestesia geral.

Prevenção da RDP:

O melhor modo de prevenir a RDP é evitar o parto prematuro. No entanto, nem sempre o parto prematuro pode ser evitado.

Algumas medidas podem ajudar a reduzir o risco de desenvolvimento da doença, como:

  • Pré-natal adequado: Fazer o pré-natal regularmente e seguir as orientações médicas é fundamental para a saúde da mãe e do bebê.
  • Tratamento de infecções: Tratar infecções durante a gravidez pode ajudar a reduzir o risco de parto prematuro e RDP.
  • Controle da pressão arterial: Controlar a pressão arterial durante a gravidez é importante para prevenir complicações como a pré-eclâmpsia, que pode levar ao parto prematuro.

A retinopatia da prematuridade é uma doença grave que pode levar à cegueira infantil. O diagnóstico e tratamento precoces são essenciais para preservar a visão da criança.

Por isso, se você tem um bebê prematuro, é fundamental levá-lo a um oftalmologista pediátrico para acompanhamento regular. O acompanhamento médico regular permitirá a detecção precoce da RDP e o início do tratamento adequado, aumentando as chances da criança preservar a visão.

Publicado por Editorial

Conteúdos em foco

Citta

18.08.2022 .::. 2 min de leitura

Por que a nossa pupila dilata quando estamos apaixonados?

Já se perguntou por que a nossa pupila dilata quando estamos apaixonados? 

Dentre as diversas curiosidades do olho humano, está a associação entre o amor e a pupila dilatada. Isso porque, quando estamos apaixonados, nossos olhos não mentem! Eles também são capazes de expressar nossas emoções e sentimentos!

Acompanhe o artigo e saiba mais sobre o tema! 

Nossas pupilas dilatam em mais de 40% quando estamos apaixonados

Ao nos depararmos com a pessoa pela qual estamos apaixonados, há uma maior produção do hormônio dopamina no nosso organismo. Uma das funções desse hormônio é regular o comportamento emocional do indivíduo. Além disso, o organismo também produz a noradrenalina, neurotransmissor liberado pelo sistema nervoso simpático. 

Como consequência da produção desses hormônios, nosso sistema nervoso promove dilatação da nossa pupila – sendo essa uma reação involuntária, a fim de reter maior atenção na pessoa que conquistou o nosso coração. 

Ademais, outros sinais, como taquicardia e suor podem ser respostas fisiológicas também presentes, devido a um estímulo de excitação emocional. 

Quais outras causas podem deixar a pupila dilatada?

Além da paixão, existem diversos motivos que fazem a pupila dilatar. Alguns dos principais são:

  • Medo por algum motivo;
  • Consumo de alguns medicamentos;
  • Alcoolismo e uso de drogas;
  • Alterações na luz (ambientes escuros);
  • Lesões e doenças oculares;
  • Entre outros.

Teste de fundo de olho

O uso de colírios oftalmológicos para dilatar a pupila é comum em alguns exames, como por exemplo, a fundoscopia (também chamada de Teste de Fundo de Olho) e o Mapeamento de Retina. Nesses exames, a dilatação é realizada para que se tenha uma visualização melhor da retina, permitindo a avaliação de estruturas mais periféricas. Sendo assim, é um método fundamental e eficaz para detecção de  diversas doenças oculares.

Está apresentando algum sintoma nos olhos? Já fez um exame de fundoscopia? A Oftalmo Città, clínica especializada em oftalmologia no Rio de Janeiro, possui um corpo clínico altamente preparado para atendê-lo.

Mulher com problemas de visão trabalhando no computador.
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18.08.2022 .::. 3 min de leitura

Cuidado: o estresse em excesso pode afetar sua visão ocular

O estresse no dia a dia pode gerar consequências à sua saúde ocular! Pacientes que são submetidos a situações de níveis de estresse elevados, podem ter sua visão afetada de várias formas, ao ponto de manifestar sintomas como coceira, dores de cabeça e visão turva. Embora não seja classificada como doença, é preciso tomar cuidado com o impacto do estresse em sua saúde. Sendo assim, continue a leitura para saber como impedir que essa tensão prejudique a saúde dos seus olhos.

A visão e o estresse

Assim como outras partes do corpo, os nossos olhos contam com uma musculatura especifica para funcionar bem! No caso da visão, a acomodação visual, responsável pelo foco da imagem, possui bom desempenho quando a musculatura ocular, que molda o cristalino (lente natural do nosso olho) para obter o foco, está em perfeito funcionamento.

O estresse, por sua vez, é capaz de provocar espasmos em qualquer musculatura do corpo. Quando submetido a tensão do cotidiano, a musculatura presente no olho pode falhar e desencadear sintomas como dores de cabeça, visão embaçada, ardência ocular e miopia induzida (mudança do grau).

Como identificar os sinais de estresse através dos olhos?

Em momentos de pressões, preocupações e responsabilidades do dia a dia, você já pode ter sentido sua pálpebra tremer, seus olhos coçarem ou sentir um leve desconforto na visão. Todos esses sintomas podem ser consequências do estresse refletindo nos seus olhos. Quando isso acontecer, é um sinal do seu corpo, alertando que algo não está certo.

Um outro problema que pode estar relacionado a pessoas estressadas, ansiosas e perfeccionistas é a coriorretinopatia serosa central. Nessa doença, existe um extravasamento de líquido abaixo da retina. Os sintomas incluem:

– Visão distorcida na região central
– Hipermetropia induzida (mudança do grau)
– Metamorfopsia (tortuosidade das letras) ou micropsia (diminuição no tamanho da imagem)

O que fazer para diminuir os sintomas?

Em primeiro lugar, busque ajuda médica! Se as situações estressantes ocorrem com frequência em sua vida, procure tratamento para que isso não afete a sua qualidade de vida.

Para evitar que os olhos manifestem os sintomas citados no artigo, separamos algumas dicas que vão ajudar a diminuir esse impacto. Confira abaixo:

– Faça pausas e olhe um ponto fixo por 30 segundos
– Pisque bastante
– No ambiente de trabalho, certifique-se de que o espaço está bem iluminado
– Consulte um oftalmologista regularmente

Somente o médico especialista saberá indicar o melhor tratamento para sua visão! Não deixe de visita-lo pelo menos uma vez ao ano

Exame oftalmológico: por que é preciso dilatar a pupila?
Citta

18.08.2022 .::. 2 min de leitura

Exame oftalmológico: por que é preciso dilatar a pupila?

Quem nunca foi ao médico realizar um exame oftalmológico e saiu da clínica com a pupila dilatada e a sensação de sensibilidade à luz? 

Trata-se de uma consequência da dilatação, procedimento necessário para confirmar o grau do paciente e também para realizar o exame de fundo de olho, também conhecido como fundoscopia, que permite uma avaliação completa da estrutura intraocular, com maior visibilidade da retina e do nervo óptico.

Continue lendo e saiba mais sobre o porquê de dilatar a pupila para o exame oftalmológico: 

Como ocorre a dilatação no exame oftalmológico? 

A dilatação no exame oftalmológico ocorre através do uso de colírios. O objetivo é relaxar a musculatura da pupila, popularmente conhecida como “menina dos olhos”. 

O tempo de dilatação pode variar de acordo com o colírio utilizado e também de paciente para paciente, podendo durar de minutos até algumas horas.

Para que serve a dilatação da pupila? 

Apesar do desconforto e da sensação de vista embaçada causados pela dilatação da pupila neste exame oftalmológico, essa avaliação é muito importante para o diagnóstico de doenças oculares, como por exemplo o descolamento da retina, Retinopatia diabética, Glaucoma, Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), entre outras.

Além disso, pode ser utilizado para conferir grau correto em crianças e adolescentes, sendo necessário até mesmo para avaliação de rotina.

Onde realizar o exame? 

Centro Oftalmológico Cittá (COC), é uma rede de grande credibilidade e referência para a saúde ocular no Rio de Janeiro (RJ). Além de uma estrutura completa, o centro compreende profissionais capacitados para realizar um atendimento completo e os exames oftalmológicos necessários para acompanhamento. 

Confie a saúde dos seus olhos a uma equipe qualificada, agende já a sua avaliação na COC.