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Publicação: 15.05.2026 .::. Atualização: 15.05.2026 7 min. de leitura

Oftalmologista pediátrico no Rio de Janeiro: quando levar seu filho?

O oftalmologista pediátrico é o médico especializado em diagnosticar e tratar doenças oculares em crianças, do recém-nascido ao adolescente. A primeira avaliação acontece ainda na maternidade (teste do olhinho), com retornos aos 6 meses, aos 3 anos (antes da entrada na escola) e a cada 1–2 anos durante a infância. Buscar um oftalmopediatra precocemente é decisivo: condições como ambliopia (olho preguiçoso), estrabismo e erros refrativos têm janela de tratamento que se fecha por volta dos 7–8 anos.

O que faz um oftalmologista pediátrico?

Diferente do oftalmologista geral, o oftalmopediatra tem treinamento específico em desenvolvimento visual, técnicas de exame em crianças que ainda não falam ou cooperam pouco, e tratamento de condições próprias da infância (catarata congênita, glaucoma congênito, retinopatia da prematuridade, estrabismo). É também o profissional ideal para acompanhar crianças com necessidades especiais. Veja nossa página de oftalmopediatria.

Quando levar a criança ao oftalmologista pediátrico

O Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) recomenda o calendário oftalmológico infantil abaixo:

Recém-nascido — Teste do olhinho

Realizado ainda na maternidade, nas primeiras 72 horas de vida. É um teste simples (reflexo vermelho com oftalmoscópio) que detecta catarata congênita, glaucoma congênito, retinoblastoma e outras alterações estruturais. Em prematuros, deve haver avaliação adicional para retinopatia da prematuridade.

6 a 12 meses

Avaliação do desenvolvimento visual. Verificação de alinhamento ocular, fixação visual, motilidade, reflexo pupilar e teste de Bruckner.

3 anos

Primeiro exame mais completo, com medida de acuidade visual usando figuras adaptadas. Essencial para detectar ambliopia (olho preguiçoso) e estrabismo em fase tratável.

6 anos (antes da alfabetização)

Avaliação refrativa (miopia, hipermetropia, astigmatismo) e da função binocular. Problemas visuais nessa idade impactam diretamente o aprendizado.

Anual, dos 7 aos 18 anos

Acompanhamento da progressão refrativa, especialmente em crianças com miopia (em crescimento mundial), e da saúde ocular geral.

Sinais de alerta que pedem consulta imediata

Independente da idade, leve seu filho ao oftalmologista pediátrico se notar:

  • Reflexo branco em fotos com flash (pode indicar retinoblastoma — tumor ocular).
  • Olhos desalinhados (um olho “vira” para dentro, para fora, para cima ou para baixo).
  • Lacrimejamento constante sem chorar.
  • Secreção ocular persistente em recém-nascido (pode ser obstrução do canal lacrimal).
  • Sensibilidade exagerada à luz.
  • Pálpebra caída cobrindo parte da pupila.
  • Pupila de cor ou tamanho diferente entre os dois olhos.
  • Criança que aproxima muito o rosto da TV, do tablet ou dos cadernos.
  • Inclinação da cabeça para um lado para enxergar.
  • Olhar trêmulo (nistagmo).
  • Olho vermelho com dor, fotofobia ou secreção esverdeada.
  • Trauma ocular de qualquer intensidade.
  • Queixas escolares: dor de cabeça frequente, baixo rendimento, dificuldade para copiar do quadro.

As condições oftalmológicas mais comuns na infância

Ambliopia (olho preguiçoso)

Redução da acuidade visual em um olho que nunca “aprendeu” a enxergar adequadamente — geralmente porque tinha grau alto, estrabismo ou catarata na primeira infância. O cérebro ignora a imagem deste olho. Tratamento com oclusão (tampão) do olho “bom”, forçando o olho preguiçoso a trabalhar. A janela ideal é até os 7–8 anos; após essa idade, o tratamento é menos eficaz.

Estrabismo

Desalinhamento dos olhos. Pode ser convergente (“olho virado para dentro”), divergente (“para fora”) ou vertical. Causa frequente de ambliopia se não tratado. O tratamento pode ser óculos, oclusão, exercícios ortópticos, toxina botulínica ou cirurgia. Veja nosso post sobre se o estrabismo tem cura.

Erros refrativos

Miopia, hipermetropia e astigmatismo. A hipermetropia leve é normal nos primeiros anos de vida e regride espontaneamente. A miopia tem aumentado mundialmente em crianças e adolescentes, associada ao uso intenso de telas e menor exposição à luz natural. Tratamento: óculos e, em casos selecionados, lentes de contato ou colírios de atropina em baixa concentração para controle de progressão.

Conjuntivite e obstrução do canal lacrimal

Conjuntivite em crianças costuma ser viral (em surtos escolares) ou bacteriana. Em recém-nascidos com olho lacrimejando persistentemente, a causa mais comum é obstrução do ducto lácrimo-nasal — em geral resolve com massagem específica até os 12 meses; se persistir, pode requerer sondagem.

Catarata congênita

Rara mas grave. Quando presente em ambos os olhos, a cirurgia precisa ser feita nas primeiras semanas de vida para não comprometer o desenvolvimento visual. Veja: catarata congênita em bebês.

Glaucoma congênito

Aumento da pressão intraocular no recém-nascido ou lactente. Sinais: olhos grandes (buftalmia), córneas opacificadas, lacrimejamento intenso e fotofobia. Exige tratamento cirúrgico precoce.

Como é a consulta oftalmológica infantil?

Adaptada a cada faixa etária:

  • Recém-nascidos e lactentes: exame com instrumentos próprios, sem teste de acuidade convencional. Avaliamos reflexos, motilidade e fundoscopia.
  • Pré-escolares (2–5 anos): uso de figuras (tabela de Lea ou tabela com desenhos) para medir acuidade visual. Brincadeira faz parte do exame.
  • Escolares e adolescentes: exame similar ao adulto, com a tabela tradicional de letras.

Em quase todas as primeiras consultas usamos colírios para dilatar a pupila e medir o grau real (cicloplegia) — sem dilatação, crianças “forçam o foco” e o grau não fica preciso. A dilatação dura 4–8 horas.

Convênios para oftalmologia pediátrica

Os principais convênios do Rio de Janeiro cobrem consulta e exames oftalmológicos infantis, sem necessidade de encaminhamento na maioria dos casos. Verifique os convênios atendidos pela Oftalmo Città — Bradesco Saúde, Hapvida, Notredame, Assim e outros.

Atendimento pediátrico na Barra da Tijuca

Na unidade do Shopping Città America oferecemos consulta oftalmopediátrica em ambiente preparado para crianças.

Perguntas frequentes

Qual a idade certa para a primeira consulta oftalmológica?

Recém-nascido (teste do olhinho na maternidade), reavaliação aos 6 meses, exame mais completo aos 3 anos e antes da alfabetização (5–6 anos). Antes dessas idades, qualquer sinal de alerta justifica consulta imediata.

Criança que vê bem precisa ir ao oftalmologista?

Sim. Vários problemas oftalmológicos infantis (ambliopia, estrabismo intermitente, hipermetropia alta) podem passar despercebidos pela família. A criança pode não saber que enxerga mal — para ela, aquilo é o normal.

Posso usar colírio infantil sem receita?

Não. Mesmo colírios “naturais” e lubrificantes podem mascarar quadros graves ou alterar diagnósticos. Em crianças, todo colírio deve ser prescrito por oftalmologista.

Excesso de tela faz a criança ficar míope?

A relação não é direta com a tela em si, mas com o tempo prolongado em atividades de visão de perto e a redução do tempo ao ar livre. Crianças que passam pelo menos 2 horas diárias em luz natural têm menos miopia, segundo metanálises recentes.

Tampão no olho funciona mesmo?

Sim. Oclusão do olho dominante é o tratamento padrão para ambliopia, com eficácia comprovada em quase todos os casos quando iniciada antes dos 7–8 anos. O período de uso diário é ajustado pelo oftalmopediatra (geralmente 2–6 horas por dia, por meses).

Criança com olho vermelho: pediatra ou oftalmopediatra?

Olho vermelho leve, sem dor, com remela e em vigência de gripe ou contato com outra criança com conjuntivite pode ser avaliado pelo pediatra. Olho vermelho com dor, fotofobia, lesão por trauma ou em recém-nascido deve ir direto ao oftalmologista pediátrico.

 

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Publicado por Daniel

Conteúdos em foco

Citta

18.08.2022 .::. 2 min de leitura

Por que a nossa pupila dilata quando estamos apaixonados?

Já se perguntou por que a nossa pupila dilata quando estamos apaixonados? 

Dentre as diversas curiosidades do olho humano, está a associação entre o amor e a pupila dilatada. Isso porque, quando estamos apaixonados, nossos olhos não mentem! Eles também são capazes de expressar nossas emoções e sentimentos!

Acompanhe o artigo e saiba mais sobre o tema! 

Nossas pupilas dilatam em mais de 40% quando estamos apaixonados

Ao nos depararmos com a pessoa pela qual estamos apaixonados, há uma maior produção do hormônio dopamina no nosso organismo. Uma das funções desse hormônio é regular o comportamento emocional do indivíduo. Além disso, o organismo também produz a noradrenalina, neurotransmissor liberado pelo sistema nervoso simpático. 

Como consequência da produção desses hormônios, nosso sistema nervoso promove dilatação da nossa pupila – sendo essa uma reação involuntária, a fim de reter maior atenção na pessoa que conquistou o nosso coração. 

Ademais, outros sinais, como taquicardia e suor podem ser respostas fisiológicas também presentes, devido a um estímulo de excitação emocional. 

Quais outras causas podem deixar a pupila dilatada?

Além da paixão, existem diversos motivos que fazem a pupila dilatar. Alguns dos principais são:

  • Medo por algum motivo;
  • Consumo de alguns medicamentos;
  • Alcoolismo e uso de drogas;
  • Alterações na luz (ambientes escuros);
  • Lesões e doenças oculares;
  • Entre outros.

Teste de fundo de olho

O uso de colírios oftalmológicos para dilatar a pupila é comum em alguns exames, como por exemplo, a fundoscopia (também chamada de Teste de Fundo de Olho) e o Mapeamento de Retina. Nesses exames, a dilatação é realizada para que se tenha uma visualização melhor da retina, permitindo a avaliação de estruturas mais periféricas. Sendo assim, é um método fundamental e eficaz para detecção de  diversas doenças oculares.

Está apresentando algum sintoma nos olhos? Já fez um exame de fundoscopia? A Oftalmo Città, clínica especializada em oftalmologia no Rio de Janeiro, possui um corpo clínico altamente preparado para atendê-lo.

Mulher com problemas de visão trabalhando no computador.
Citta

18.08.2022 .::. 3 min de leitura

Cuidado: o estresse em excesso pode afetar sua visão ocular

O estresse no dia a dia pode gerar consequências à sua saúde ocular! Pacientes que são submetidos a situações de níveis de estresse elevados, podem ter sua visão afetada de várias formas, ao ponto de manifestar sintomas como coceira, dores de cabeça e visão turva. Embora não seja classificada como doença, é preciso tomar cuidado com o impacto do estresse em sua saúde. Sendo assim, continue a leitura para saber como impedir que essa tensão prejudique a saúde dos seus olhos.

A visão e o estresse

Assim como outras partes do corpo, os nossos olhos contam com uma musculatura especifica para funcionar bem! No caso da visão, a acomodação visual, responsável pelo foco da imagem, possui bom desempenho quando a musculatura ocular, que molda o cristalino (lente natural do nosso olho) para obter o foco, está em perfeito funcionamento.

O estresse, por sua vez, é capaz de provocar espasmos em qualquer musculatura do corpo. Quando submetido a tensão do cotidiano, a musculatura presente no olho pode falhar e desencadear sintomas como dores de cabeça, visão embaçada, ardência ocular e miopia induzida (mudança do grau).

Como identificar os sinais de estresse através dos olhos?

Em momentos de pressões, preocupações e responsabilidades do dia a dia, você já pode ter sentido sua pálpebra tremer, seus olhos coçarem ou sentir um leve desconforto na visão. Todos esses sintomas podem ser consequências do estresse refletindo nos seus olhos. Quando isso acontecer, é um sinal do seu corpo, alertando que algo não está certo.

Um outro problema que pode estar relacionado a pessoas estressadas, ansiosas e perfeccionistas é a coriorretinopatia serosa central. Nessa doença, existe um extravasamento de líquido abaixo da retina. Os sintomas incluem:

– Visão distorcida na região central
– Hipermetropia induzida (mudança do grau)
– Metamorfopsia (tortuosidade das letras) ou micropsia (diminuição no tamanho da imagem)

O que fazer para diminuir os sintomas?

Em primeiro lugar, busque ajuda médica! Se as situações estressantes ocorrem com frequência em sua vida, procure tratamento para que isso não afete a sua qualidade de vida.

Para evitar que os olhos manifestem os sintomas citados no artigo, separamos algumas dicas que vão ajudar a diminuir esse impacto. Confira abaixo:

– Faça pausas e olhe um ponto fixo por 30 segundos
– Pisque bastante
– No ambiente de trabalho, certifique-se de que o espaço está bem iluminado
– Consulte um oftalmologista regularmente

Somente o médico especialista saberá indicar o melhor tratamento para sua visão! Não deixe de visita-lo pelo menos uma vez ao ano

Exame oftalmológico: por que é preciso dilatar a pupila?
Citta

18.08.2022 .::. 2 min de leitura

Exame oftalmológico: por que é preciso dilatar a pupila?

Quem nunca foi ao médico realizar um exame oftalmológico e saiu da clínica com a pupila dilatada e a sensação de sensibilidade à luz? 

Trata-se de uma consequência da dilatação, procedimento necessário para confirmar o grau do paciente e também para realizar o exame de fundo de olho, também conhecido como fundoscopia, que permite uma avaliação completa da estrutura intraocular, com maior visibilidade da retina e do nervo óptico.

Continue lendo e saiba mais sobre o porquê de dilatar a pupila para o exame oftalmológico: 

Como ocorre a dilatação no exame oftalmológico? 

A dilatação no exame oftalmológico ocorre através do uso de colírios. O objetivo é relaxar a musculatura da pupila, popularmente conhecida como “menina dos olhos”. 

O tempo de dilatação pode variar de acordo com o colírio utilizado e também de paciente para paciente, podendo durar de minutos até algumas horas.

Para que serve a dilatação da pupila? 

Apesar do desconforto e da sensação de vista embaçada causados pela dilatação da pupila neste exame oftalmológico, essa avaliação é muito importante para o diagnóstico de doenças oculares, como por exemplo o descolamento da retina, Retinopatia diabética, Glaucoma, Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), entre outras.

Além disso, pode ser utilizado para conferir grau correto em crianças e adolescentes, sendo necessário até mesmo para avaliação de rotina.

Onde realizar o exame? 

Centro Oftalmológico Cittá (COC), é uma rede de grande credibilidade e referência para a saúde ocular no Rio de Janeiro (RJ). Além de uma estrutura completa, o centro compreende profissionais capacitados para realizar um atendimento completo e os exames oftalmológicos necessários para acompanhamento. 

Confie a saúde dos seus olhos a uma equipe qualificada, agende já a sua avaliação na COC.