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12.09.2023 .::. 11 min de leitura

Descolamento de Retina: Sintomas, Causas e Tratamento | Oftalmo Città

O descolamento de retina é uma condição ocular séria que pode levar à perda de visão permanente se não for tratada a tempo. Embora essa seja uma situação preocupante, é possível adotar medidas preventivas e cuidados adequados para reduzir o risco de descolamento de retina. Neste artigo, abordaremos o que é o descolamento de retina, como preveni-lo e quais cuidados tomar para manter a saúde ocular.

representação de um descolamento de retina

 

⚠️ Atenção — se você tem flashes de luz súbitos, mosca volante recente ou cortina na visão:

Procure pronto-socorro hospitalar com plantão oftalmológico imediatamente. A Oftalmo Città atua com consulta agendada, exames complementares e acompanhamento pré e pós-operatório — não realiza atendimento de emergência. Em caso de descolamento ativo, o atendimento deve ser feito em hospital com plantão.

Neste artigo você vai entender:

  • o que é descolamento de retina;
  • os sintomas e sinais de alerta;
  • quais são as causas e fatores de risco;
  • como é feito o diagnóstico;
  • opções de tratamento e recuperação;
  • como prevenir e quando fazer mapeamento de retina.

O que é descolamento de retina?

A retina é uma membrana fina, fotossensível, que reveste a parede interna do fundo do olho. É ela quem capta a luz e converte em impulsos elétricos enviados ao cérebro pelo nervo óptico — o que nos permite enxergar.

O descolamento de retina é uma emergência ocular em que a retina — a fina camada que reveste o fundo do olho — se separa da sua posição normal, interrompendo a passagem das imagens para o cérebro. Os principais sintomas são o aparecimento súbito de flashes de luz, aumento abrupto de moscas volantes e a sensação de uma “cortina” ou sombra escura cobrindo parte do campo visual. Se você está apresentando esses sinais agora, procure um pronto-socorro oftalmológico imediatamente — quanto mais rápido o tratamento, maior a chance de recuperar a visão.

No descolamento de retina, essa camada se separa do tecido subjacente (epitélio pigmentado da retina) e perde sua nutrição. Sem nutrição, as células fotorreceptoras param de funcionar — e, se a separação durar muito, morrem definitivamente. Por isso o fator tempo é decisivo: o descolamento é uma das poucas situações da oftalmologia em que cada hora conta.

Quais são os tipos de descolamento de retina?

Quais são os sintomas e sinais de alerta?

Os sintomas costumam ser súbitos e indolores — o descolamento de retina não dói. Os três sinais clássicos são:

1. Flashes de luz (fotopsias)

Sensação súbita de “raios”, “clarões” ou luzes piscando no canto da visão, mesmo com os olhos fechados. Costumam aparecer no escuro ou ao mudar a posição da cabeça.

2. Aumento súbito de moscas volantes

Pontos pretos, fios, teias de aranha ou “sujeirinhas” que flutuam na visão. Não é o aparecimento gradual de uma única moscinha (comum no envelhecimento), mas o aumento abrupto da quantidade — ou uma chuva de pontos pretos. Veja também nosso post sobre moscas volantes.

3. “Cortina” ou sombra cobrindo a visão

Sensação de um véu escuro, mancha ou sombra surgindo de cima, de baixo ou de um dos lados, e que progride pelo campo visual. Esse é o sinal mais avançado — indica que parte da retina já está descolada.

Outros sinais possíveis

  • visão central embaçada ou distorcida;
  • perda parcial e súbita de visão em parte do campo visual;
  • dificuldade súbita para ler ou reconhecer rostos.

Quais são as causas e os fatores de risco?

Algumas pessoas têm risco maior de descolamento de retina e devem ter acompanhamento mais cuidadoso:

Fatores de risco principais

  • miopia alta (acima de -6,00 dioptrias);
  • idade acima de 50 anos (descolamento posterior do vítreo é comum nessa faixa);
  • diabetes, especialmente com retinopatia diabética avançada;
  • histórico familiar de descolamento de retina;
  • descolamento prévio no outro olho (risco aumentado em até 15% no olho contralateral);
  • trauma ocular (pancadas, acidentes, lesões esportivas);
  • cirurgia ocular prévia, especialmente catarata;
  • doenças inflamatórias intraoculares (uveítes);
  • esportes de impacto: boxeadores, jogadores de futebol e outros atletas estão em maior risco, como mostramos no post sobre atletas que tiveram a carreira prejudicada pelo descolamento de retina.

E o que causa o descolamento em si?

A causa mais frequente é o envelhecimento natural do humor vítreo (o gel que preenche o olho). Com a idade, o vítreo se desidrata e se contrai. Ao se contrair, pode tracionar a retina e formar rasgaduras. Por essas rasgaduras, líquido se infiltra e descola a retina.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico do descolamento de retina é feito por exame oftalmológico com a pupila dilatada. Os principais exames usados são:

  • Mapeamento de retina (oftalmoscopia indireta sob midríase): permite visualizar diretamente toda a periferia da retina, onde costumam aparecer as rasgaduras. Conheça este exame.
  • OCT (Tomografia de Coerência Óptica): exame de alta resolução que mostra cortes da retina em detalhe, fundamental para avaliar se a mácula está envolvida. Veja como funciona o OCT.
  • Retinografia: fotografia colorida do fundo do olho, útil para documentar e comparar evolução.
  • Ultrassonografia ocular: usada quando há opacificação do meio (catarata avançada, hemorragia vítrea) que impede a visualização direta da retina.

Em pacientes com fatores de risco — miopia alta, diabetes, descolamento prévio, histórico familiar — o mapeamento de retina periódico é a forma mais eficaz de detectar rasgaduras antes que evoluam para descolamento. Agende sua avaliação na Oftalmo Città.

Qual é o tratamento?

O tratamento depende do estágio:

Rasgadura sem descolamento (estágio inicial)

Quando o oftalmologista identifica uma rasgadura na retina sem descolamento associado, o tratamento é feito com fotocoagulação a laser ou crioterapia (congelamento), em consultório, com anestesia local. O laser sela a rasgadura e impede a evolução para descolamento. É um procedimento rápido (15 a 30 minutos).

Descolamento já instalado (cirurgia)

Quando há descolamento, o tratamento é cirúrgico — e urgente. As três principais técnicas são:

  • Vitrectomia: remoção do humor vítreo, drenagem do líquido sub-retiniano e reposicionamento da retina, com tamponamento por gás ou óleo de silicone.
  • Retinopexia pneumática: injeção de bolha de gás dentro do olho, que empurra a retina contra a parede e permite a cicatrização.
  • Faixa episcleral (introflexão escleral): implante de uma faixa de silicone ao redor do olho, criando uma reentrância que aproxima a parede ocular da retina descolada.

A escolha da técnica depende do tipo e da extensão do descolamento, da localização das rasgaduras e das condições gerais do paciente. Veja mais sobre a cirurgia de descolamento de retina.

Como funciona na Oftalmo Città: realizamos avaliação, exames complementares e todo o acompanhamento pós-operatório. As cirurgias de descolamento de retina são realizadas em hospital parceiro com infraestrutura específica de retina, com a equipe acompanhando o paciente em cada etapa.

Como é a recuperação da cirurgia?

Cronograma típico (varia conforme a técnica usada):

  • Primeiras 24h: olho protegido, repouso parcial, retorno para revisão no dia seguinte.
  • Primeira semana: uso intensivo de colírios antibióticos e anti-inflamatórios. Em técnicas com tamponamento por gás ou óleo, posicionamento facial específico (decúbito ventral ou lateral) por vários dias, conforme orientação.
  • Primeiro mês: retomada gradual de atividades. Visão evolui progressivamente, mas a recuperação total pode levar meses.
  • 3 a 6 meses: estabilização final da visão. Em alguns casos, óleo de silicone usado como tamponamento é removido em segunda cirurgia.

Restrições importantes no pós-operatório:

  • não viajar de avião por 4 a 6 semanas se houver bolha de gás (risco de expansão da bolha em altitude);
  • evitar esforço físico intenso e levantar peso por 30 dias;
  • manter posicionamento facial conforme prescrito;
  • comparecer a todas as consultas de acompanhamento.

Como prevenir o descolamento de retina?

Não é possível prevenir 100% dos casos, mas é possível detectar precocemente e evitar a progressão:

  • consultas oftalmológicas periódicas com mapeamento de retina, principalmente em grupos de risco;
  • controle rigoroso da glicemia em pacientes com diabetes;
  • uso de óculos de proteção em esportes de impacto e atividades de risco (marcenaria, corte de grama);
  • não ignorar sintomas como flashes e moscas volantes súbitas;
  • míopes altos devem evitar atividades com impacto forte ou trauma — saiba mais nos sinais que indicam descolamento de retina.

Com que frequência fazer mapeamento de retina?

As recomendações gerais (que devem ser ajustadas pelo oftalmologista conforme o caso):

  • população geral acima de 40 anos: a cada 1-2 anos junto da consulta de rotina;
  • míopes altos (-6,00 ou mais): anualmente;
  • diabéticos: anualmente, sempre que possível com retinografia para documentação;
  • histórico familiar de descolamento: anualmente;
  • descolamento prévio em um olho: a cada 6 meses no olho contralateral, conforme orientação do retinólogo.

Perguntas frequentes sobre descolamento de retina

Descolamento de retina dói?

Não. O descolamento de retina é indolor — a retina não tem terminações nervosas para dor. Por isso o sintoma é exclusivamente visual (flashes, moscas, cortina). A ausência de dor faz com que muitas pessoas demorem para procurar atendimento, o que piora o prognóstico.

Descolamento de retina tem cura?

Sim, na grande maioria dos casos. O tratamento cirúrgico recoloca a retina no lugar e, quanto mais cedo for feito, melhor a recuperação da visão. Cerca de 80-90% dos descolamentos são corrigidos com uma única cirurgia; alguns requerem reintervenção.

Recupero 100% da visão após a cirurgia?

Depende de duas coisas: se a mácula (área central da retina) estava ou não envolvida no descolamento, e de quanto tempo se passou antes da cirurgia. Quando a mácula não estava descolada, a recuperação visual é excelente. Quando estava descolada, a visão central pode ficar parcialmente comprometida mesmo após cirurgia bem-sucedida — daí a importância da urgência.

Posso voar de avião depois da cirurgia?

Não imediatamente. Se a cirurgia usou bolha de gás como tamponamento, viagens aéreas estão proibidas por 4 a 6 semanas — a redução de pressão na cabine pode expandir a bolha e elevar perigosamente a pressão intraocular. Com óleo de silicone, não há essa restrição. O cirurgião sempre orienta caso a caso.

Quem tem miopia alta vai ter descolamento?

Nem todo míope alto desenvolve descolamento, mas o risco é claramente maior — em torno de 6x maior do que na população geral. Por isso, míopes acima de -6,00 dioptrias devem fazer mapeamento de retina anualmente, mesmo sem sintomas.

Descolamento de retina pode voltar?

Pode. Após uma cirurgia bem-sucedida, ainda há risco de novo descolamento (no mesmo olho ou no outro). Por isso o acompanhamento periódico continua sendo essencial pelo resto da vida do paciente.

Faço acompanhamento pós-cirurgia em qual clínica?

O acompanhamento pode ser feito em qualquer clínica oftalmológica de confiança que tenha estrutura para mapeamento de retina, OCT e biomicroscopia. Na Oftalmo Città, na Barra da Tijuca, oferecemos esse acompanhamento e atendemos os principais convênios do Rio de Janeiro.

Conclusão

Descolamento de retina é um quadro grave, mas com excelente prognóstico quando tratado nas primeiras horas. Os três sinais de alerta — flashes súbitos, moscas volantes em chuva, cortina escura — devem sempre ser levados a sério, mesmo que pareçam discretos.

Em caso de sintomas ativos, vá ao pronto-socorro hospitalar com plantão oftalmológico. Para avaliação preventiva de risco, mapeamento de retina periódico ou acompanhamento pós-operatório, a equipe da Oftalmo Città está à disposição.

Agende uma consulta conosco e saiba mais sobre como proteger sua saúde ocular.

📞 Agendamento de avaliação ou acompanhamento — (21) 2493-8561

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